quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Princípios Lean que funcionam na Vida Real

 

    Lean não é teoria. É prática. Quando bem aplicado, ele transforma a maneira como trabalhamos - de fábricas a escritórios.

    Veja como esses 6 Princípios Lean aparecem na vida real.

 

Go Gemba – O Lugar Real, em vez de ficar sentado em reuniões, caminhe até o chão de fábrica quando houver um atraso. Observar operadores, máquinas e fluxo de material geralmente revela a causa raiz mais rápido do que qualquer relatório.

Kaizen – Melhoria Contínua, uma equipe reduz o tempo de configuração de 45 minutos para 30 minutos apenas reorganizando as ferramentas. Pequenas melhorias diárias = grandes ganhos de longo prazo em eficiência e moral.

Poka-Yoke – À prova de erros, pense em um plugue USB – ele se encaixa apenas de uma maneira. Na fabricação, simples gabaritos ou sensores impedem que peças erradas sejam montadas, economizando retrabalho e custo.

Heijunka – Organização do Local de Trabalho (5S), uma placa de sombra limpa para ferramentas significa zero perda de tempo procurando. Seja uma chave inglesa ou um arquivo em sua área de trabalho, os espaços organizados aumentam a produtividade.

Jidoka – Automação com toque humano, uma máquina que para automaticamente quando ocorre um defeito economiza centenas de peças defeituosas. Não se trata de substituir pessoas, mas de capacitá-las a resolver problemas instantaneamente.

Kanban – Fluxo de Trabalho Visual, um post-it em uma parede mostrando fazer → em andamento → concluído? Isso é Kanban. Nas fábricas, placas visuais ou caixas mantêm o material fluindo sem sobrecarga.

Conclusão: o Lean torna o trabalho mais fácil, rápido e inteligente – não mais difícil. Cada pequena ação constrói uma cultura de excelência.

 

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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

 Gestão de Mudança - Cap. 6 - Planejamento ISO 9001:2015

“Tudo muda o tempo todo no mundo!” Já dizia o nosso querido Lulu Santos no clássico “Como uma onda no mar”.

    A mudança faz parte de qualquer ambiente dinâmico. Pensar nos impactos que essa mudança pode causar é essencial para que um sistema funcione corretamente. No contexto organizacional, a identificação dessas mudanças e a atuação preventiva frente aos seus impactos, se chama “gestão de mudanças”.
    Essas mudanças podem acontecer no ambiente interno quanto externo, nos produtos, serviços e durante os projetos por solicitação do cliente. Por isso, é fundamental estarmos atentos em todas essas situações. 
    E como lidar com essas mudanças? Podemos olhar para a teoria e para a prática.
Teoricamente, ao implementar uma gestão de mudança, alguns desafios podem acontecer, tais como:

  • Comportamentos negativos da equipe, como resistências, reclamações ou falta de confiança na mudança.
  • Comunicação insuficiente com os envolvidos.
  • Ausência do método documentado para orientar a gestão de mudança.

    Mas onde há problema, também pode haver solução, seja nos comportamentos, seja nos processos.

    Algumas estratégias fundamentais incluem:

  • Conscientiza toda a equipe para que todos estejam cientes de suas responsabilidades.
  • Encorajar e engajar a equipe com prudência, transparência e paciência para fortalecer o comprometimento, participação e diminuir as resistências.
  • Organizar a mudança em um modelo de “projeto” com um responsável pela mudança e cronograma bem definido.
  • Estimular, reconhecer, agradecer e incentivar os desempenhos individuais e valorizando os que lideraram e acreditaram nas mudanças propostas.
    A grande dificuldade na prática no dia a dia é identificar as mudanças decorrentes. A partir da gestão de mudança, muitas ações preventivas são estabelecidas em um plano de ação organizado com responsáveis e prazos. Neste momento é proposto uma reflexão sobre uma mudança externa que está transformando profundamente o ambiente corporativo: a chegada da Inteligência Artificial.
    Assim como foi a pandemia da COVID, a chegada da I.A. foi abrupta, isto é, nada planejada.    De uma hora para outra, o Chatgpt, Gemini e Copilot estavam entre nós — impactando processos, decisões e a rotina de trabalho.
    E por isso, é hora de aplicar a gestão de mudanças também aqui e propomos esses possíveis impactos dessa nova tecnologia:
  • Vazamento de dados confidenciais ou sensíveis (Ex.: dados estratégicos da empresa ou dados pessoais).
  • Colaboradores “copiando e colando” as respostas da I.A. que podem ser imprecisas ou incompletas.
  • Uso de múltiplas ferramentas de I.A. sem critérios claros.
  • Baixa adesão da I.A. por falta de capacitação prática dos colaboradores.
  • Perda de eficiência e competitividade por não utilizar a I.A. como ferramenta estratégica para análise de dados, identificação de desperdícios e melhoria contínua.
    Podemos concluir esta breve reflexão ao questionarmos como está sendo a implementação de uma mudança na sua empresa: o método está em uso e atualizado? a equipe entende a importância de documentar e gerenciar essa mudança? 
    Neste momento devemos manter-se confiante registrando todas as ações bem como manter constante um canal de comunicação com todas as partes impactadas. 
    As mudanças são inevitáveis, são garantia de melhoria continua nos processos, porém a gestão de mudanças é a escolha mais assertiva para o seu controle.

 
Referência:
 
  • Adaptado do Blog: https://qualiexpert.com.br/gestaodemudanca/, data de acesso 11/08/25, autorização para publicação gentilmente cedida pela responsável/autora Patrícia Vasques.

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sexta-feira, 25 de julho de 2025

TESTES DE NORMALIDADE

 Publicado em 25/07/2025

 TESTES DE NORMALIDADE

 

O QUE SÃO?
 
    Testes de normalidade são procedimentos estatísticos utilizados para verificar se uma amostra de dados segue uma distribuição normal, também conhecida como distribuição de Gauss.
    A distribuição normal é uma das distribuições estatísticas mais importante e é caracterizada por sua forma de sino, simetria em torno da média e propriedades matemáticas bem definidas.
    A intensão por trás dos testes d normalidade é determinar se os dados da amostra podem ser considerados como provenientes de uma população que segue uma distribuição normal ou se eles desviam significativamente dessa forma.


 
QUAIS OS TIPOS?
 
Teste de Kolmogorov-Smirnov – calcula a diferença entre a função de distribuição empírica dos dados e a função de distribuição cumulativa esperada para uma distribuição normal. O resultado é uma estatística de teste que é comparada com um valor crítico para determinar se os dados seguem a distribuição normal.

Teste de Shapiro-Wilk – este teste avalia a normalidade verificando a correlação entre os dados da amostra e os valores esperados de uma distribuição normal. Ele é considerado mais poderoso para amostras pequenas.

Teste de Anderson-Darling – similar ao teste de Kolmogorov-Smirnov, mas dá mais peso aos desvios nas caudas da distribuição, tornando-o mais sensível a desvios nesses locais.

    Nos testes de normalidade, o método de avalição é com base no valor-p gerado através do estudo. O valor-p > 0,05 (5%) são considerados normais.

 
POR QUE UTILIZAR?
 
Seleção do método estatístico adequado - muitos métodos estatísticos, como testes de hipóteses e análises de variância (ANOVA), pressupõem a normalidade dos dados. Ao verificar a normalidade dos dados, você pode escolher os métodos estatísticos mais apropriados para a análise. Se os dados forem aproximadamente normais, essas técnicas podem ser aplicadas com mais confiança. Caso contrário, é necessário procurar métodos alternativos ou realizar transformações nos dados.

Interpretação de Resultados - quando os resultados de análises estatísticas dependem da suposição de normalidade, verificar essa suposição é crucial. Se os dados não forem normais, os resultados podem ser enviesados ou incorretos. Realizar testes de normalidade ajuda a entender se os resultados podem ser interpretados com segurança.

Tomada de Decisões com base estatística - a normalidade dos dados influencia as conclusões que você pode tirar de uma análise. Se os dados forem normalmente distribuídos, você pode usar intervalos de confiança e testes de hipóteses de forma mais eficaz para tomar decisões informadas sobre a média, variância e outros parâmetros populacionais.

Validade das Assunções - muitos modelos estatísticos, como regressão linear, pressupõem normalidade nos resíduos. Verificar a normalidade dos resíduos é essencial para garantir a validade das inferências feitas pelo modelo.

Identificação de Anomalias - a detecção de desvios significativos da normalidade nos dados pode sugerir a presença de anomalias, outliers ou padrões incomuns que merecem investigação adicional.

Preparação dos Dados - se os dados não forem normais e você não puder utilizar métodos que pressupõem normalidade, talvez seja necessário transformar os dados de alguma maneira para atender a essa suposição. 

Garantir a Confiabilidade dos Resultados - verificar a normalidade e escolher as técnicas estatísticas apropriadas aumenta a confiabilidade dos resultados obtidos em sua análise, evitando conclusões equivocadas ou viés nos resultados.

 
E SE OS DADOS NÃO FOREM NORMAIS?
 
    Se você tiver dados não-normais, existem duas abordagens que se pode usar para realizar uma análise de capacidade:
  • Podemos selecionar um modelo de distribuição não-normal que se ajuste aos seus dados e, depois, analise os dados usando uma análise de capacidade para dados não-normais, como Análise de capacidade não normal.
  • Transforme os dados para que a distribuição normal seja um modelo apropriado, e use uma análise de capacidade para dados normais, como Análise de capacidade normal.
 
Para este caso podemos utilizar as transformações:
  • Box Cox
  • Jhonson

EXEMPLO
 
O exemplo abaixo foi retirado do site / suporte do Minitab:
Um cientista em uma empresa fabricante de alimentos processados deseja avaliar o percentual de gordura nos molhos engarrafados da empresa. O percentual anunciado é 15%. O cientista mede o percentual de gordura em 20 amostras aleatórias.
Dentro do software, navegue por: 
 
Estat > Estatísticas Básicas > Teste de normalidade.
 
 
VALOR-P = 0,463 = 46%

Os pontos de dados ficam relativamente próximos à linha de distribuição normal ajustada. O valor de p é maior do que o nível de significância de 0,05. Portanto, o cientista não rejeita a hipótese nula de que os dados seguem uma distribuição normal.


REFERÊNCIA:

Adaptado de:

Rita, Tiago A. Rodrigues. Disponível no site LinkedIn. Consulta 25/07/25.

Suporte ao Minitab © disponível no site:

https://support.minitab.com/pt-br/minitab/help-and-how-to/statistics/basic-statistics/supporting-topics/normality/test-for-normality/#perform-a-normality-test
 
Exemplo de um Teste de normalidade - Minitab
Consulta 25/07/25.

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E-mail: mrc_treinamento@outlook.com

 


 

terça-feira, 27 de maio de 2025

 


A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

Você se mantém relevante

Em um ambiente de trabalho em constante mudança, manter-se atualizado é essencial e a capacitação profissional pode ajudar a garantir que você esteja em sintonia com as últimas tendências, tecnologias e práticas do setor.

Melhora as chances de empregabilidade

Profissionais capacitados tornam-se mais ‘chamativos’ para recrutadores. Aqueles que investem em seu desenvolvimento demonstram compromisso com o sucesso e aprimoram suas perspectivas de carreira.

Aumenta a confiança pessoal e profissional

Conhecimento e habilidades adicionais aumentam a autoconfiança no trabalho. Quando você sabe que está bem preparado, é mais capaz de enfrentar desafios e tomar iniciativas.

Facilita a progressão na carreira

A capacitação profissional é frequentemente um requisito para avançar na carreira. Promoções e oportunidades de liderança geralmente estão disponíveis para aqueles com qualificações e habilidades avançadas.

Amplia sua rede de Contatos

Participar de programas de capacitação oferece oportunidades para conhecer colegas de profissão e expandir sua rede de contatos. Isso pode ser valioso para futuras colaborações e oportunidades de trabalho.

Mais satisfação com o cargo e trabalho

Profissionais capacitados tendem a se sentir mais satisfeitos em seus empregos. Eles estão melhor equipados para lidar com desafios e contribuir efetivamente para seus projetos.

Benefícios da Capacitação Profissional

Agora que você está convencido da importância da capacitação profissional, vamos explorar alguns dos benefícios específicos que ela oferece! A capacitação profissional é uma jornada de crescimento contínuo e à medida que você adquire novas habilidades e conhecimentos, seu potencial de crescimento pessoal e profissional se expande.

Em tempos de incerteza econômica, profissionais capacitados são mais resistentes às mudanças e têm uma vantagem competitiva no mercado de trabalho. Profissionais com habilidades e conhecimentos especializados muitas vezes recebem salários mais altos do que seus pares menos capacitados.

Além disso, a capacitação profissional aprimora sua capacidade de resolver problemas complexos e enfrentar desafios com confiança. Outro benefício diz respeito aos profissionais capacitados, que desempenham um papel fundamental no sucesso de suas organizações, trazendo inovação, eficiência e qualidade ao trabalho.

À medida que você se torna conhecido por suas habilidades e conhecimentos, ganha reconhecimento e prestígio em sua área de atuação.

Conclusão

A capacitação profissional é uma jornada que nunca termina e que oferece recompensas significativas ao longo da carreira profissional. Investir em seu desenvolvimento pessoal e profissional por meio da aquisição de novas habilidades e conhecimentos não apenas abre portas para oportunidades incríveis, mas também o prepara para enfrentar os desafios em constante mudança do mundo empresarial.

Portanto, não subestime o poder da capacitação profissional. Seja comprometido com seu próprio crescimento e esteja disposto a abraçar oportunidades de aprendizado ao longo de sua carreira. Lembre-se de que a busca pelo conhecimento é uma das chaves para o sucesso, tanto no nível individual quanto no organizacional. Invista em sua capacitação profissional e colha os frutos de uma carreira bem-sucedida e gratificante.

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segunda-feira, 14 de abril de 2025

 14/04/25

PPAP – Processo chave para garantia de qualidade na indústria automotiva

    O P.P.A.P., em português Processo de Aprovação de Peças de Produção é um procedimento crucial na gestão da qualidade na indústria automotiva. Ele forma a base do sistema de qualidade. Ele permite que os fabricantes de peças atendam aos altos padrões de OEM’s e fornecedores em todos os níveis da cadeia de suprimentos. Todo fornecedor que deseja fornecer produtos para marcas renomadas deve passar pelo processo de P.P.A.P. Isso o torna um elemento vital da garantia de qualidade.

O que é P.P.A.P. e por que é importante?

    P.P.A.P. é um conjunto de requisitos que permitem aos fornecedores demonstrar que seus processos de produção são capazes de produzir peças em série. Além disso, atendem às necessidades do cliente. Por exemplo, um fabricante de componentes automotivos pode realizar um estudo de capacidade de processo (Cp, Cpk) para confirmar a conformidade com as tolerâncias do OEM. As amostras de iniciais de produção passam por testes laboratoriais detalhados para verificar a conformidade funcional e de material antes que o cliente aprove a entrega em larga escala.

    A documentação do P.P.A.P. contém dados detalhados que confirmam a capacidade do processo de produção de fabricar peças de acordo com as especificações. Da análise de risco aos resultados dos testes laboratoriais. Cada etapa da produção é avaliada. O fornecedor deve provar que o processo é estável, repetível e garante a conformidade com os requisitos.

    O principal objetivo do P.P.A.P. é minimizar o risco de defeitos e custos inesperados associados a reclamações e correções. Um P.P.A.P. bem preparado ajuda a evitar problemas de qualidade na fase de produção em série. Isso aumenta os custos mais baixos, uma melhor reputação do fornecedor e aumenta a confiança do cliente.

Quais são os principais elementos do PPAP?

    O P.P.A.P, de acordo com as normas AIAG (Automotive Industry Action Group), é composto por 18 elementos essenciais, incluindo:

  • Fluxograma do processo – diagrama de fluxo do processo,
  • DFMEA e PFMEA – análise de possíveis defeitos no produto e no processo,
  • Plano de Controle – plano de controle de qualidade,
  • SPC/CEP (Controle Estatístico de Processo) – controle estatístico de processo,
  • PSW (Mandado de Envio de Peças) – aprovação formal de peças,
  • Resultados de testes laboratoriais – verificação de materiais e funcionais de componentes,
  • Amostras de produção – evidência física da conformidade do produto.

    Alguns elementos, como FMEA e CEP, desempenham um papel crucial na identificação e eliminação de possíveis problemas de qualidade em um estágio inicial de produção. A análise adequada desses aspectos ajuda a evitar correções e reclamações dispendiosas.

Quando o PPAP é necessário?

    O P.P.A.P. deve ser realizado não apenas ao introduzir uma nova peça na produção, mas também em situações quando houver:

  • mudanças no design da peça,
  • mudanças nos fornecedores,
  • modificações no processo de produção (por exemplo, novas ferramentas, realocação da planta, layout),
  • alterações na composição do material da peça,
  • ferramental inativo há mais de 12 meses.

    Qualquer alteração no processo de produção, mesmo que pareça pequena, pode afetar a qualidade do produto final. Particularmente significativas são as mudanças nos fornecedores de matérias-primas, modificações nas ferramentas de produção e a implementação de novas tecnologias. Esses aspectos podem afetar a estabilidade do processo e os requisitos de validação, tornando necessária a aprovação repetida do P.P.A.P.

Desafios e erros comuns no PPAP

    Apesar de ser um processo padronizado, a implementação do P.P.A.P. continua sendo um desafio para muitas organizações. Erros comuns incluem:

  • elementos de documentação em falta ou desatualizados,
  • interpretação incorreta dos requisitos do cliente,
  • análises imprecisas de FMEA e Plano de Controle,
  • validação insuficiente do processo de produção,
  • dados estatísticos incorretos sobre a capacidade do processo,
  • falta de verificação dos fornecedores de matérias-primas.  

    Evitar esses erros requer experiência, conhecimento de métodos e ferramentas de qualidade e estreita colaboração entre as equipes de qualidade, produção e engenharia. Por exemplo, ao introduzir um novo componente, os engenheiros de processo podem trabalhar com o departamento de qualidade para realizar auditorias de fornecedores, analisar dados de CEP e ajustar o plano de controle. Essa abordagem ajuda a detectar possíveis problemas antecipadamente e minimiza o risco de defeitos e reclamações.

PPAP como ferramenta de garantia de qualidade

    O P.P.A.P. não é apenas uma formalidade imposta pela indústria automotiva, mas uma ferramenta eficaz para gerenciar riscos e garantir uma produção estável. A padronização desse processo permite a identificação e eliminação de possíveis defeitos antes do início da produção em série, reduzindo os custos de correção e aumentando a confiabilidade da entrega.

    A implementação do P.P.A.P. de acordo com as melhores práticas permite o desenvolvimento de relacionamentos de longo prazo com os clientes e fortalece a posição do fornecedor como um parceiro de negócios confiável. Um sistema de qualidade que funcione bem oferece uma vantagem competitiva, aumentando a credibilidade da empresa e suas chances de cooperação de longo prazo com OEM’s e outras partes interessadas do setor.

Conclusão

        Compreender e aplicar corretamente o processo P.P.A.P. é fundamental para o sucesso de qualquer empresa que opere na indústria automotiva. Não deve ser tratada como uma formalidade burocrática, mas como um instrumento estratégico para melhorar a qualidade e a competitividade. À medida que os requisitos do mercado evoluem, o gerenciamento eficaz do processo de P.P.A.P. se tornará ainda mais crítico para os fornecedores que visam atender às expectativas dos clientes e se destacar em um cenário competitivo.

Quer saber mais?

    Convidamos você para os treinamentos P.P.A.P. de acordo com AIAG. O objetivo do treinamento é o conhecimento e aplicação dos requisitos para o Processo de Aprovação de Peças de Produção no sistema de gestão da qualidade de acordo com a ISO 9001 e IATF 16949.

Entre em contado:

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domingo, 20 de outubro de 2024

SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO - TPS

  • Postado em: 16/11/24

 

MANUFAURA ENXUTA

 

O que é Manufatura Enxuta?

    A manufatura enxuta é um processo de produção baseado na ideologia de maximizar a produtividade e, ao mesmo tempo, minimizar o desperdício em uma operação de fabricação. A metodologia é aplicada em todos os tipos manufatura e em todo o mundo, p.ex.:  saúde, software e vários setores de serviços.

    O princípio lean considera que desperdício é qualquer coisa que não agrega valor pelo qual os clientes estejam dispostos a pagar.

 

Quais os benefícios da aplicação da Manufatura Enxuta?

    Os benefícios da manufatura enxuta incluem prazos de entrega e custos operacionais reduzidos e melhor qualidade do produto.

 

Como funciona a manufatura enxuta?

    O princípio fundamental na implementação da manufatura enxuta é eliminar desperdícios para melhorar continuamente um determinado processo.

    Ao reduzir o desperdício para fornecer melhorias nos processos, a manufatura enxuta agrega valor ao cliente de forma sustentável.

 

    Os desperdícios estão presentes nos processos, atividades, produtos ou serviços que requerem tempo, dinheiro ou habilidades, mas não criam valor para o cliente.

    Estes podem abranger talentos subutilizados, inventários excessivos ou processos e procedimentos ineficazes ou dispendiosos.

    A remoção destas ineficiências deverá simplificar os serviços, reduzir custos e, em última análise, proporcionar poupanças para um produto ou serviço específico ao longo da cadeia de abastecimento até ao cliente.

 

Por que a manufatura enxuta é importante e como ela pode ajudar?

    Os desperdícios na indústria, sejam trabalhadores ociosos, processos deficientes ou materiais não utilizados, são um dreno na produtividade, e a produção enxuta visa eliminá-los.

    Os motivos por trás disso variam dependendo da opinião, desde o aumento dos lucros até o fornecimento de benefícios aos clientes.

    No entanto, quaisquer que sejam os motivos gerais, existem quatro benefícios principais na manufatura enxuta:

Elimina Desperdícios: O desperdício é um fator negativo em custos, prazos e recursos. Não fornece valor a produtos ou serviços.

Melhora a qualidade: A melhoria da qualidade permite que as empresas permaneçam competitivas e atendam às novas necessidades e desejos dos clientes.

Projetar processos para atender a essas expectativas e desejos mantém você à frente da concorrência, mantendo a melhoria da qualidade na vanguarda.

Reduz os custos: a superprodução ou ter mais materiais do que o necessário cria custos de armazenamento, que podem ser reduzidos através de melhores processos e gerenciamento de materiais.

Reduz o lead-time: desperdiçar tempo com práticas de trabalho ineficientes também é um desperdício de dinheiro, enquanto práticas mais eficientes criam prazos de entrega mais curtos e permitem que bens e serviços sejam entregues mais rapidamente.

 

Os 7 desperdícios da manufatura enxuta

O Sistema Toyota de Produção detalhou originalmente sete desperdícios que não agregam valor ao cliente. Esses resíduos foram:

1.    Transporte desnecessário;
2.    Inventário em excesso;
3.    Movimento desnecessário de pessoas, equipamentos ou máquinas;
4.    Espera – pessoas ou equipamentos ociosos;
5.    Superprodução de um produto;
6.    Processamento excessivo ou adição de recursos desnecessários a um produto;
7.    Defeitos que exigem correção dispendiosa.

 

Vantagens

    A manufatura enxuta traz diversas vantagens e dependendo de como e onde é implementada.

Economiza tempo e dinheiro

A economia de custos é a vantagem mais óbvia da manufatura enxuta. Fluxos de trabalho mais eficientes, alocação de recursos, produção e armazenamento podem beneficiar as empresas, independentemente do tamanho ou da produção. A economia de tempo permite prazos de entrega reduzidos e um melhor serviço no fornecimento rápido de produtos aos clientes.

B)    Ecologicamente correto

Reduzir o desperdício de tempo e recursos e remover processos desnecessários pode economizar custos no uso de energia e combustível.

Isto tem um benefício ambiental óbvio, tal como a utilização de equipamentos mais eficientes em termos energéticos, que também podem proporcionar poupanças de custos.

C)    Maior satisfação do cliente

Melhorar a entrega de um produto ou serviço, com o custo certo, a um cliente melhora a satisfação do cliente.

Isso é essencial para o sucesso do negócio, pois clientes satisfeitos têm maior probabilidade de retornar ou recomendar seu produto ou serviço a outras pessoas.

 

 

Créditos:

 

RAMOS, Marcelo - www.linkedin.com/in/engmarceloramos

 

 

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  • Postado em: 20/10/24

LEAD TIME

O que é?

            Por definição, Lead Time é o tempo que um produto ou serviço leva para passar por todas as etapas do processo ou fluxo de valor do início ao fim.

            O termo Lead Time vem da combinação de Lead e Time, ou seja, o tempo que todo o processo leva ao longo do ciclo de produção. Daí vem a definição básica como “tempo de espera” do ciclo.

Como calcular

            Agora que você já sabe o que é Lead Time, deve estar se perguntando: como calculo isso? Para realizar este cálculo, você deve seguir os seguintes passos:

  • Liste as matérias-primas (itens) necessárias para produzir o produto;
  • Listar o prazo de entrega de cada item;
  • Identificar o item com maior prazo de entrega;
  • Estabelecer a quantidade de dias/horas necessárias para a produção e entrega do produto, considerando também o tempo gasto em tarefas administrativas;

Lead Time será o tempo de produção até a entrega do produto.

O método

            O método baseia-se na identificação da sequência de atividades (críticas) desde o recebimento da ordem de serviço até a entrega do produto ao cliente, em que caso haja atraso, o prazo de entrega ficará comprometido, que ou seja, o Lead Time será a soma do tempo das atividades do caminho crítico.

 ou

Como otimizar

            Esta é a questão que Taiichi Ohno, grande responsável pela criação do Sistema Toyota de Produção e referência mundial em Lean Manufacturing, se propôs responder precisamente através do modelo de produção que decidiu implementar nas suas fábricas.

            Taiichi queria implementar uma produção enxuta, com o menor lead time possível.

Para isso, focou em uma solução: eliminar desperdícios!

            Mas que tipo de desperdício? Nem mais, nem menos que oito tipos! São eles: transporte, estoque, movimentação, espera, habilidade, superprodução, superprocessamento e defeitos.

            Além disso, o modelo Lean também utilizou nivelamento de produção e ferramentas Lean para reduzir ainda mais o lead time.

 

Por que o lead time é importante?

            Entender a importância do Lead Time é fundamental para que as fases de um produto sejam analisadas com mais cuidado.

A partir desta análise, problemas futuros poderão ser reduzidos, principalmente se ações estratégicas forem tomadas pelos profissionais responsáveis.

            Desta forma, o tempo de provisionamento e o prazo de entrega do produto ou serviço são significativamente reduzidos.

            Abaixo apresentaremos alguns dos principais benefícios

de um Lead Time:

    Melhorar processos

Quando a empresa consegue controlar o seu Lead Time, a gestão interna relacionada aos processos tende a melhorar à medida que se torna possível analisar cada etapa, entendendo todos os pontos fortes e pontos de melhoria.

A partir dessa análise, são criados planos de ação para tornar a empresa cada vez mais produtiva.

 

    Evitar perdas

Os consumidores priorizam produtos que sejam entregues com rapidez e qualidade, principalmente na era em que vivemos, onde a concorrência é cada vez maior.

Uma boa entrega é fator decisivo para que um indivíduo compre seu produto ou opte pela concorrência.

Manter essa agilidade pode evitar prejuízos ou perda de potenciais clientes, por isso o lead time deve ser constantemente otimizado.

 

    Aumentar a produtividade

O aumento da produtividade em uma empresa está diretamente relacionado ao Lead Time.

Quando os processos internos são padronizados e há uma boa logística é possível criar um ambiente de trabalho mais dinâmico e produtivo.

Com isso, vem uma série de benefícios, como a formação de equipes mais ágeis, economia de tempo que reflete na qualidade do produto final.

 

 

 

Créditos:

 

RAMOS, Marcelo - www.linkedin.com/in/engmarceloramos



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